Tenho dificuldade de dizer não, o que fazer?

Daniele Barros, psicóloga, sentada à mesa do escritório

“Claro, sem problema”, você responde na hora, antes mesmo de pensar se realmente tinha espaço para aquilo. Minutos depois, olhando para a própria agenda já cheia, vem o aperto no peito e a pergunta silenciosa: por que eu não consegui simplesmente dizer que não dava?

O que é isso, na prática

Não é falta de educação, e não é ser “boazinha demais”. É o medo do que pode acontecer depois de um não: a pessoa ficar chateada, pensar mal de você, se afastar. Esse medo é tão forte que concordar, mesmo contra a própria vontade, parece o caminho mais seguro no momento, mesmo sabendo que isso vai custar caro depois.

Por que isso acontece

Dizer não costuma estar ligado a uma crença mais profunda: a de que seu valor depende de estar sempre disponível, sempre prestativa, sempre de acordo. Quando essa crença está presente, um não vira um risco real, o risco de decepcionar alguém e, junto com isso, o risco de ser menos aceita. Essa associação geralmente não nasceu agora, ela foi construída ao longo do tempo, e por isso não se desfaz só com a decisão consciente de “vou começar a dizer não”.

Como a Terapia Cognitivo-Comportamental ajuda nisso

A TCC trabalha primeiro nos pensamentos automáticos que aparecem no instante do pedido, como “se eu disser não, essa pessoa vai ficar magoada comigo” ou “vou parecer egoísta”, por exemplo. Testar se esses pensamentos realmente se confirmam na prática, a maioria das vezes eles não se confirmam, já começa a enfraquecer o automatismo do sim.

A partir daí, o trabalho inclui praticar a assertividade aos poucos, começando por situações de menor risco, até chegar aos pedidos que geram mais desconforto. A ideia não é virar uma pessoa que só diz não, é ganhar a liberdade real de escolher, sem que o medo decida por você.

Quando vale a pena procurar ajuda

Alguns sinais de que vale a pena conversar com um profissional: você se sente exausta por assumir compromissos que não queria; sente ressentimento recorrente por coisas que aceitou fazer; ou percebe que dizer sim virou automático, sem nem considerar o que você realmente queria responder. Esse padrão costuma andar junto com a autoestima baixa, vale entender melhor essa ligação.

Vamos conversar?

Sou Daniele Barros, psicóloga clínica, CRP 09/008628. Atendo com Terapia Cognitivo-Comportamental, presencialmente em Goiânia e online para todo o Brasil. Se isso descreve algo que você reconhece em você, entre em contato pelo WhatsApp ou conheça mais sobre Terapia Cognitivo-Comportamental em Goiânia.

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