Ansiedade, o que fazer?

Daniele Barros, psicóloga, trabalhando no notebook em seu escritório

O coração dispara, a mente já foi para o pior cenário possível e a única coisa que você quer saber, nesse momento, não é “por que isso acontece comigo”. É: o que eu faço agora, nos próximos cinco minutos, para essa sensação diminuir?

O que costuma não funcionar

“Só respira fundo e pensa positivo”, dito assim, solto, sem nenhuma técnica por trás, é um dos conselhos mais repetidos e um dos que menos ajuda no auge da crise. Ele trata a ansiedade como se fosse uma escolha de humor, quando na verdade o corpo já está em estado de alerta, com respostas físicas reais: coração acelerado, respiração curta, músculos tensos. Uma respiração de verdade, guiada e específica, ajuda, mas um “respira fundo” genérico, sem estrutura, geralmente não muda nada. Tentar simplesmente “não pensar nisso” também costuma piorar, porque a mente ansiosa se agarra exatamente no que você tenta evitar, e a tentativa de supressão vira mais um motivo de frustração.

Outro erro comum é buscar uma certeza absoluta antes de agir, esperar sentir 100% de controle para então fazer o que precisa ser feito. A ansiedade raramente desaparece por completo antes da ação, ela costuma diminuir depois, à medida que você percebe que a situação temida não teve o desfecho catastrófico que a mente antecipou.

O que realmente ajuda no momento

Três coisas costumam fazer diferença de verdade. Primeiro, dar ao corpo algo concreto para regular a respiração, como expirar mais devagar do que inspira, o que ajuda o sistema nervoso a sair do estado de alerta. Segundo, nomear o pensamento automático em vez de discutir com ele: perceber “isso é ansiedade falando, não é um fato” já reduz parte do peso. Terceiro, mudar o ambiente físico por alguns minutos, sair da sala, tomar água, mover o corpo, para interromper o ciclo de pensamento acelerado.

Se você quer se aprofundar em exercícios práticos para esses momentos, escrevi o e-book Não é Drama, é Ansiedade, com exercícios pensados exatamente para entender e acalmar a mente nessas horas. Ele está disponível na Amazon.

Isso substitui acompanhamento profissional?

Não. Essas estratégias ajudam a atravessar a crise no momento em que ela acontece, mas se as crises têm se repetido com frequência, isso já é sinal de que vale buscar terapia. O motivo é simples: uma técnica pontual alivia o momento, mas quem trata o que está fazendo a ansiedade aparecer com tanta frequência é o acompanhamento terapêutico, não uma respiração isolada. Veja também se a ansiedade tem cura para entender melhor esse processo.

Vamos conversar?

Sou Daniele Barros, psicóloga clínica, CRP 09/008628. Atendo com Terapia Cognitivo-Comportamental, presencialmente em Goiânia e online para todo o Brasil. Se isso descreve algo que você reconhece em você, entre em contato pelo WhatsApp ou conheça mais sobre Terapia Cognitivo-Comportamental em Goiânia.

Precisa de ajuda?